Mais informações: +55 11 2367-0029 ou contato@nodariconsultoria.com.br

Entenda a diferença entre a criatividade e inovação

Adriano Nodari

Os conceitos criatividade e inovação são sempre tratados juntos, como se fossem uma coisa só, mas valem algumas ressalvas, porque se tratam de conceitos diferentes, embora sejam complementares.

O que posso de antemão afirmar é que não pode existir inovação sem criatividade. Uma mente criativa é a propulsora do processo de inovação em um negócio. Há pesquisas que tratam a criatividade como ‘força fenomenal’. Basicamente, a criatividade ajuda na produção de qualquer coisa: uma ideia, um produto ou um novo processo dentro de um negócio.

Muitos empreendedores ainda negligenciam a importância da mente criativa, relutam no investimento a uma equipe especializada em criatividade e inovação, porque não é um processo que possa ser ‘milimetricamente organizado’.

Criatividade e inovação nas empresas – entendendo o processo

A ‘profecia’ de Peter Drucker de que as empresas que não inovarem não sobreviverão, é uma realidade. Para entender com clareza, basta pensar na criatividade como o combustível essencial à inovação. O princípio da mente criativa é ir em busca de ideias novas e que sejam úteis, já a inovação é o processo de implementar o que foi pensado no processo criativo.

Mas da criatividade à inovação há um longo percurso, depois de uma ideia implementada é preciso existir a fase da experimentação, em que definitivamente se saberá se houve ou não inovação. Vamos supor que um novo produto foi criado, porém, esse produto não tem gerado curiosidade, não tem resultado vendas, ou seja, pode-se afirmar que a empresa apenas ‘inventou’ um novo produto, o processo de inovação não ocorreu.

A inovação gera uma experiência no consumidor, agrega no dia a dia de quem adquire determinado produto/serviço, as pessoas sentem que aquilo que adquiriram torna as suas vidas melhores, produz uma sensação de que estão consumindo algo que lhes traz mais do que uma solução temporária, mas agregam em qualidade de vida.

Entendendo sobre a criatividade e inovação com o Mickey Mouse

Quem não conhece o Mickey Mouse? É um dos personagens mais famosos no mundo todo e o primeiro personagem a ganhar uma estrela na Calçada da Fama em Hollywood. O Mickey nasceu em 1928, surgiu da mente mais do que criativa de Walt Disney. Se chamaria inicialmente Mortimer, mas foi percebido que esse era um nome um pouco pesado para um personagem de desenho, o nome Mickey Mouse foi sugerido pela mulher de W. Disney, Lillian Bounds Disney.

Esse simpático camundongo tirou o estúdio Walt Disney da miséria e foi dublado pelo próprio criador até 1946. Mas o que se pode tirar dessa história? Bem, fica claro que o personagem Mickey Mouse surgiu de uma ideia criativa de Walt Disney, o processo de inovação se deu quando esse personagem foi discutido como uma possibilidade de ser um sucesso entre o público, precisava de um nome, de uma voz e de uma identidade única.

Mas estamos falando de um personagem de 90 anos de idade, e o que torna Mickey Mouse um ícone até hoje? A cada época foi adaptado e bem aceito, a primeira mudança significativa no personagem foi o rabo e focinho que se tornaram menores e as orelhas, que representam a marca registrada desse personagem.

Além do processo criativo ter levado à inovação com a criação deste personagem, também houve uma constante reavaliação do que poderia ser inovado para que continuasse a ser um sucesso entre o público.

Dessa história mundialmente conhecida do Mickey Mouse, deixo a reflexão de que a inovação não é o resultado da criatividade e ponto final, o desafio é continuar inovando dentro de um processo já existente, o famoso ‘Plus’ ou ‘manutenção da inovação’.

Confira: Cabeça cheia? Veja essas dicas para ativar a criatividade nos negócios

Criatividade e inovação – recapitulando e entendendo de vez

A criatividade sozinha não é capaz de gerar diferencial competitivo para um negócio, já a inovação é um processo de ‘validação’ da criatividade, tornando-a uma realidade na empresa. O pensamento criativo é considerado habilidade inata, já o potencial inovador pode ser desenvolvido.

O que muitas empresas ainda precisam compreender é que o processo de inovação não deve ser encarado como um custo, mas como um investimento para o negócio.

Vale lembrar que a inovação é resultado de um produto/serviço ou processo que gera reflexo no mercado. Vamos tomar como o exemplo o iTunes criado pela Apple, que ao implementar um formato digital mais rápido, de menor custo e melhor para a música, mudou totalmente a visão da relação entre a música e as pessoas.

Não importa qual o tipo de inovação, mas o processo começa com o pensamento livre e criativo, e depois, é implementado, se adequando aos pilares do negócio. Se algo foi criado, mas não gerou mudanças no mercado e nem na vida do público consumidor, não se trata de inovação, mas de invenção apenas.

Tudo começa com a criatividade e uma vez que a inovação é uma realidade, é preciso mantê-la com a mesma força criativa que a originou.