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Reestruturação financeira de empresas – vital em momentos de crise

A reestruturação financeira de empresas resumidamente significa rever o modelo de gestão, a fim de evitar maiores danos ao negócio. O primeiro passo para a recuperação de uma empresa é a análise e o diagnóstico de seu funcionamento, para que se comece um processo de reestruturação.

O consultor, Adriano Nodari, explica que independentemente do tamanho e ramo da empresa, o que costuma predominar entre os gestores é a sensação de que os momentos de bonança nunca chegarão ao fim:

“Quando começam a surgir sinais de enfraquecimento da economia, não há cautela, sendo assim, na mente do empreendedor surge o pensamento “se outras empresas ainda estão faturando muito, não vou ficar de fora”, ainda que exista uma certa preocupação. Dentro da psicologia econômica este fenômeno é conhecido como ‘efeito manada’.”

A reestruturação financeira só é possível quando o empreendedor a frente do negócio compreende a gravidade dos problemas e considera, inclusive, a possibilidade de auxílio especializado para reorganizar o modelo de gestão, alinhar todos os processos que envolvem o negócio, com a finalidade de ‘estancar’ os prejuízos e devolver à empresa a possibilidade de caminhar nos trilhos rumo à plena saúde financeira.

Reestruturação financeira de empresas – compreenda sobre os principais problemas

Nodari lista os 10 principais problemas apresentados quando o negócio está em crise, que fazem parte do que é conhecido como manual de diagnóstico e reestruturação financeira.

  1. Falta de planejamento e monitoramento do mercado;
  2. Fluxo de caixa negativo, resultado da inadimplência dos clientes – que se permanecer por muito tempo, pode ocasionar no esgotamento da reserva financeira (capital de giro), que pode ser fatal à empresa;
  3. Contratação de financiamento caro para a obtenção de recurso para operações no dia a dia. Esse é um problema, de acordo com o consultor, mais grave para pequenas e médias empresas, por encontrarem dificuldades na obtenção de linhas de crédito com juros mais baixos;
  4. Ansiedade entre gestores – A busca por ações ‘milagrosas’, sem reflexão e planejamento, como pedir empréstimo (escassos em cenário de crise), para a compra de um produto com um custo menor, devido a demanda, realizar promoções, e no final, por conta de instabilidade, não vender. Além do pagamento do empréstimo, haverá o custo para que se mantenha o estoque.
  5. Demora na tomada de iniciativas como: equilibrar os custos fixos; ir em busca de novos fornecedores para diminuir o custo das matérias-primas ou revisar a operação para maior eficiência, entre outras, está entre os principais problemas que demandam a reestruturação de empresas.
  6. Crise pode ser uma oportunidade, mas desde que sejam tomados cuidados ao investir em um novo produto, tecnologia, etc. Nodari alerta que sem estratégia e planejamento, pode haver piora na saúde financeira do negócio.
  7. Não cuidar dos problemas estruturais da empresa, mais profundos, e cortar apenas os gastos superficiais.
  8. Ausência de motivação – Resultados negativos obviamente desmotivam o gestor “Mas o pior que pode acontecer é não fazer nada ou fazer alguma coisa apenas por fazer, sem ter um resultado verdadeiramente eficiente. Nesses momentos, o melhor é pedir ajuda, alguém com quem possa conversar para clarear a mente e ajudar a encontrar o melhor caminho no momento”, alerta o especialista.
  9. Pensar em pagar as contas de curto prazo se torna uma urgência, mas não pensar em ações estratégicas de médio a longo prazo pode fazer com que a crise dure por mais tempo.
  10. Desconsiderar a necessidade de inovação e ficar em posição estagnada diante da crise, não ajuda em nada na reestruturação financeira de empresas. “Na crise todos mudam, o seu cliente muda, sendo assim, a empresa precisa também mudar”, enfatiza Nodari, e inovar não está relacionado apenas com a criação de um novo produto ou com a realização de um novo investimento:

“Inovar também é fazer as coisas de um jeito diferente, é pesquisar o mercado e conversar para entender as novas necessidades do consumidor, é pensar em melhorar a experiência do cliente com a empresa, rever a estratégia tributária dos produtos/serviços, etc. Inovar, fazer diferente, pode ter um baixo custo, às vezes, até zero.”

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Reestruturação de empresas – quando se começa a análise e o diagnóstico de negócios em crise?

Nodari explica que para a reestruturação financeira de empresas em momentos de crise, é importante que o gestor seja realista e tome atitudes para descobrir quais são os problemas, como afetam a empresa, e priorizá-los para a busca pela solução.

Como se começa a análise para a reestruturação de empresas? O especialista orienta que deve começar pela situação financeira da empresa, e neste momento, todos os ativos (recursos financeiros que possui, como dinheiro em banco, estoque, imóveis, etc. e as contas a receber) devem ser analisados.

Após a análise da situação financeira, o empreendedor consegue verificar a real situação do desequilíbrio em que a empresa se encontra.

Essa análise da situação da empresa deve ser feita junto aos gestores de todos os setores, o que inclui as áreas de vendas e marketing, para que sejam verificados quais os cortes de custos possíveis e ganhos de eficiência que podem ser adotados: “Analise o negócio de maneira integrada, pois há cortes, que quando não planejados corretamente, pioram a situação. É aconselhável que essa verificação do contexto de crise do negócio seja feita com todas as áreas da empresa, afinal, quanto mais informação melhor”, orienta Nodari.

O consultor explica que depois de obter todos os dados, de elaborar a estratégia e planejamento para a reestruturação financeira da empresa, pode-se usar uma ferramenta que costuma ajudar muito em momentos de crise, que é o Orçamento de Base Zero, atualmente implantado pela Petrobrás, com sucesso:

“Além de todas essas ações e planejamento, se torna essencial envolver e ouvir todos os integrantes da empresa (na verdade, isso deveria ser uma rotina em todos os momentos do negócio) e saber deles quais seriam as melhorias nos processos, nos produtos, nos serviços, na experiência do cliente, onde se pode ter economia, etc.”

Essa tomada de atitude não apenas amplia as possibilidades de solução, como aumenta o engajamento por parte dos colaboradores: “É essencial que em casos de reestruturação financeira de empresas, haja transparência e justiça, pois em quadros de crise, a insegurança é generalizada e a atitude transparente ajuda a diminuir a ansiedade de todos”, finaliza Nodari.

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