Mais informações: +55 11 2367-0029 ou contato@nodariconsultoria.com.br

Como atua o Investidor-anjo e como funciona no Brasil

Investidor-anjo e como funciona esse tipo de suporte empresarial é um tema em forte ascensão. No Congresso de Investimento Anjo 2017 foi revelado o crescimento de 9% nos últimos anos somando investimentos que totalizam em R$ 851 milhões. Não é pouca coisa, não!

Empresários experientes podem receber convites para atuar como mentores em startups, pequenas e médias empresas que estão em fase inicial. Aqui vamos esclarecer dúvidas sobre o investidor-anjo e como funciona com a ajuda do consultor empresarial, Adriano Nodari. Acompanhe.

O que é um investidor-anjo?

Empresários e executivos que dominam o exercício corporativo podem direcionar as empresas em fase inicial e apoiar em assuntos que envolvem a administração dos recursos, como planejamento financeiro, estratégico, investimento, entre outras questões.

Segundo Nodari o investidor-anjo, analisa o potencial do negócio e principalmente se o empreendedor está preparado, com um bom planejamento.     “É importante notar se existe a chamada “paixão” pela ideia, o brilho nos olhos, que faz a diferença para o sucesso da empreitada”.

Investimento anjo não é uma atividade filantrópica

O investidor-anjo atua não somente na parte de direcionamento do negócio, mas a sua principal participação é através do aporte financeiro que geralmente fica entre 5% a 15% do patrimônio (equity). A maior dúvida a cerca do investidor-anjo e como funciona é em relação aos lucros na participação desse tipo de negócio.

“Embora o investidor-anjo não tenha uma posição executiva na empresa, é ativo nos processos de gestão e tomadas de decisões  por possuir participação minoritária do negócio”, explica. Nodari.

Ainda lembra que o empreendedor deve ter sempre em mente que quem concebeu o novo negócio a partir de uma ideia foi ele, portanto conciliar o instinto e boas práticas de administração é o ideal. “Inovar e fazer diferente, está no coração das startups de sucesso”, complementa.

Quando selecionar um investidor-anjo?

Esse tipo de investimento é bastante solicitado entre as pequenas empresas e startups. Negócios promissores e que necessitam de aporte financeiro por esse tipo de apoio.

De acordo com Nodari o investimento-anjo tende a chamar atenção das empresas inovadoras e apresenta vantagens ao compararmos com o formato tradicional de obter financiamentos.

“A burocracia e taxas altas obtidas em empréstimos bancários passam a ser substituídas por essa alternativa. O investimento-anjo diferente dos métodos tradicionais, apoia em duas áreas importantes: ajuda na orientação especializada para o crescimento e sucesso da empresa e  no suporte financeiro”, argumenta.

Como captar investidor-anjo para a empresa?

Há algumas maneiras:

  1. Através de networking, ser apresentado aos investidores-anjos
  2. Participar de rodadas de investimentos para startups patrocinadas por empresas especializadas nesse segmento;
  3. Se inscrever em processo de seleção para programas de aceleração para startups, como a  Cubo do Itaú  é um exemplo. Para conhecer mais algumas dicas  clique aqui .
  4. Há também as incubadoras, que são entidade sem fins lucrativos, que não fazem aportes financeiros e geralmente são mediadoras em programas de fomento estatal para startup. Essas entidades ajudam as empresas iniciantes proporcionando espaço com infraestrutura para seu funcionamento, além de consultores, mentores, palestras e workshops.

Negócios potenciais para investidor anjo

Há investidores-anjos para todos os tipos de negócios que vão desde modelos para saúde, educação, financeiro, tecnologia, entre outros. Porém, todos têm uma busca em comum: startups com ideias inovadoras e grande potencial de crescimento.

Qual é a participação do investidor-anjo no negócio?

De uma maneira geral, há 2 tipos de participação:

Investidores-anjos autônomos: (não participam de programas específicos para startups). A sua participação vai depender muito do contrato e necessidade de cada negócio. Além do aporte financeiro, pode ajudar na administração e direcionamento do negócio e na indicação e até contratação de mentores, consultores e especialistas do segmento de atuação da startup.

Leia também: Gestão da experiência do cliente – essencial em negócios de sucesso.

Aceleradoras: são entidades que têm programas de aceleração para startup, que geralmente possuem um pool de investidores para os aportes financeiros. Além disso, podem fornecer, dependendo da entidade, infraestrutura, metodologias próprias para o acompanhamento, networking, mentorias e consultorias para todas as áreas da empresa para um crescimento rápido e sustentável.

 

Tão importante quanto a ajuda financeira para o crescimento é essencial escolher o investidor-anjo ou a aceleradora que tenha o perfil e a experiência necessária para as necessidades do negócio”, orienta Nodari.

 

No Brasil quais são os pontos positivos e negativos do investimento-anjo?

 

VANTAGENS

  • O capital necessário para o negócio com grande potencial de crescimento;

 

  • O investidor-anjo (que espera um retorno alto para o seu investimento) está disposto a correr os riscos junto com o empreendedor;

 

  • Os investidores-anjos muitas vezes têm uma rede de contatos que seriam praticamente inacessíveis aos empreendedores;

 

  • O investidor-anjo pode ajudar com a sua experiência em outras statups e ser ainda mais eficiente na hora de auxiliar;

 

  • Por poder investir alinhado com um propósito, o investido-anjo tem comprometimento com a startup, muito além de interesses financeiros;

 

  • No Brasil há uma lei, chamada de “Crescer sem medo” (Lei Complementar 125/05 de 2016) que regulamentou a figura do investidor-anjo, trazendo mais segurança jurídica para os envolvidos no negócio.

 

DESVANTAGENS

  • O investidor-anjo, por ter participação na empresa, pode se envolver muito nas decisões do negócio deixando a startup desfigurada, o que gera problemas e riscos para o futuro;

 

  • Por ser um investimento de risco o investido-anjo cobrará uma taxa de participação no negócio que pode chegar até 50% da empresa (alguns negócios, não raro, pode chegar até acima dessa participação, fazendo o empreendedor perder o controle da startup);

 

  • Podem exigir cargos na empresa ou até salários. “Não existe o porquê exigir essas condições, pois ele é um investidor, e investidor recebe o lucro correspondente a sua participação acionária”, conclui Nodari.