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Entenda o que é o fluxo de caixa livre e saiba como calcular

Para um negócio bem-sucedido não existem fórmulas mágicas, e sim, as fórmulas certas. Neste post vamos te esclarecer sobre o que é o fluxo de caixa livre e como o cálculo pode ser realizado. Em matéria realizada pela revista Exame, é orientado como o empreendedor pode fazer o  fluxo de caixa e apresenta recursos gratuitos para isso.

O consultor, Adriano Nodari, explica o que é e para o que serve o fluxo de caixa livre:

“Resumindo é o saldo livre no negócio, o que restou depois de todos os pagamentos terem sido realizados, este recurso pode ser usado para cobrir alguma despesa, arcar com imprevistos que podem surgir, entre outras eventualidades.”

O especialista esclarece que há dois tipos de Fluxo de Caixa Livre: do acionista e o da empresa. O fluxo de caixa livre do acionista está associado ao Custo de Capital do Patrimônio Líquido (Ke). Onde o Ke é a taxa de remuneração mínima esperada pelo acionista (que está adequada ao risco do negócio).

Já o fluxo de caixa livre da empresa está associado ao Custo Ponderado de Capital (WACC). Onde o WACC é a taxa de remuneração mínima esperada pela empresa, levando em conta o capital investido pelos acionistas e credores (capital de terceiros como: empréstimos, financiamentos e debêntures).

O modelo mais utilizado é o fluxo de caixa livre da empresa e em quais situações é indicado? Nodari explica que o fluxo de caixa livre é usado para o cálculo do que é chamado Valor Justo da empresa ou Valuation:

“É um cálculo muito útil para acionistas que poderão saber se o seu investimento está gerando riqueza conforme o esperado, e para o gestor, que o usará como parâmetro para mensurar se suas ações estão gerando riqueza para os acionistas e se o resultado final é suficiente para a ‘perpetuação’ da empresa, quando o valor obtido for positivo”.

Leia também: Controle do fluxo de caixa é determinante nas finanças do negócio; entenda

Fluxo de Caixa Livre – saiba como fazer o cálculo

Segundo o especialista, casos em que o Fluxo de Caixa Livre for calculado para períodos passados, servirão para indicar se a tendência da empresa no período escolhido para a geração de riqueza está ascendente, descendente ou estável:

 “Esse cálculo auxiliará o gestor a decidir se há necessidade de alguma correção na estratégia e ações. Não há um período certo para esse tipo de análise, pois dependerá do propósito dessa investigação, por exemplo, como o resultado da empresa se comportou de 2014 até hoje, por razão da crise ou fazer uma análise dos últimos 10 anos por razão da compra de um concorrente”, esclarece Nodari.

O especialista explica como é calculado o fluxo de caixa livre para a empresa:

Receita Bruta

(-) Impostos sobre o Faturamento

(=) Receita Líquida

(-) Custo da Mercadoria Vendida

(-) Despesas Operacionais

(=) Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização (LAJIDA ou EBITDA)

(-) Depreciação e Amortização

(=) Lucro Antes de Juros e Impostos  (LAJI ou EBIT)

(-) Juros

(=) Lucro Antes dos Impostos

(-) Impostos sobre o Resultado

(=) Lucro Líquido

(+) Depreciação e Amortização

(-) Desembolso de Capital (investimentos)

(-) Variação do Capital de Giro

(=) Fluxo de Caixa Livre da Empresa

Quais os riscos financeiros que um negócio corre quando o empreendedor não leva em conta o fluxo de caixa?

O consultor alerta:

  1. Não terá um índice de performance importante que é o quanto de riqueza a operação do negócio está gerando para os seus acionistas;
  2. Não saberá se as estratégias definidas estão contribuindo para que a empresa gere valor suficiente para a sua continuidade;
  3. O empreendedor deixa de ter um parâmetro se o investimento a ser realizado é viável ou não para os seus acionistas ou gestores.

Quando os sócios ou gestores da empresa quiserem saber se um investimento a ser feito poderá trazer os resultados esperados ou se quiserem conhecer o Valuation do negócio, o método mais usado atualmente é a projeção do Fluxo de Caixa Livre da Empresa Descontado ou, simplesmente, Fluxo de Caixa Descontado para um período futuro estipulado:

“O recomendado é que esse tempo seja de 5 ou 10 anos. Mas isso dependerá do negócio, dos objetivos e estratégias definidas pela empresa. Para fazer essa projeção o gestor terá de levar em conta vários fatores, internos e externos, para prever o que poderá acontecer com a receita, custos e investimentos necessários”, finaliza o consultor.